07 dezembro 2013

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Agatha Christie's Novels #1 - Opinião

Acontecem coisas estranhas em Styles St. Mary... 

A anfitriã, Emily, madrasta de John e Lawrence Cavendish, tem o controlo absoluto da fortuna familiar desde que o marido morreu. É pois natural que aqueles fiquem bastante preocupados quando Emily decide casar com um homem vinte anos mais nov e ainda por cima com um passado suspeito. O clima de tensão que se sente entre os membros da família Cavendish deixa o capitão Hastings, de visita à mansão, alarmado e convencido de que algo de terrível está para acontecer. E quando os seus piores receios se concretizam e Emily aparece morta no seu quarto., vale-lhe a ajuda do seu velho amigo Hercule Poirot. O reencontro entre ambos é caloroso mas não dissipa a indefinível e ameaçadora presença do mal...



OPINIÃO:

Há já alguns anos que conheço o nome Agatha Christie. Tal como muitos outros, foi uma autora que me foi apresentada pela minha mãe. No entanto, nunca me embrenhei a fundo de forma a conhecer o trabalho desta senhora ou de outros que, como ela, escreviam policiais. Agora que, mais do que nunca, necessito de inspiração nesse assunto com a história que ando a escreverm viro-me para os clássicos conhecidos por todos: Poirot, Miss Marple, Sherlock Holmes...etc.
Toda esta introdução é apenas para explicar esta minha súbita e futuras escolhas bem como o motivo porque coloquei como título do post "Agatha Christie's Novels". Passando, nomeadamente, à obra em questão...
Comecei por ler a obra em pdf e em inglês, até me passar pela cabeça procurar na biblioteca perto de casa (algo que me envergonho por não me ter lembrado antes). Agradeço ter tido esta ideia pois estava a custar-me e a cansar-me ler em inglês.
Quando comecei a ler as primeiras páginas, nunca pensei que ficaria tão embrenhada na história e que terminaria de ler o livro em cinco horas e meia. Para começar, a obra não é muito espessa. Tem apenas 191 páginas. Ficamos a conhecer toda a atmosfera que precede a tragédia e assim que esta acontece, começamos desde logo a fazer pequenas teorias sobre quem deverá ser o culpado. A partir do momento em que Hercule Poirot entra em cena, as nossas teorias vão sendo alteradas capítulo após capítulo. Sem nos apercebermos, vamos seguindo a lógica e as pistas que a autora espera que sigamos. Eu confesso que tentei descobrir quem era o culpado e acertei em alguns pontos mas, quando chegou a hora de ser revelado o assassino, fui completamente surpreendida, ou seja, errei por completo. 
É ao entender a ideia que a autora teve, o tipo de jogo que Agatha faz com todas as pistas de modo a enganar e confundir o leitor, que compreendemos então o porquê dela ser chamada a Rainha do Crime. 


Agatha consegue criar um enredo tão completo e brilhante usando personagens tão simples. Uma família com problemas familiares e financeiros, uma dama de companhia com um ódio do marido da patroa, um médico londrino especialista em venenos a passar férias no campo... e temos o cenário perfeito para a ocorrência de um crime. 
Deu-me muito gozo ler este livro. Há já bastantes meses que não lia nada assim com tanto entusiasmo. Soube-me bem a tarde que passei sentada no sofá, com um cobertor nas pernas e uma chávena de chá quentinho. Não descansei enquanto não terminei o livro e quando descobri o assassino tive a mior surpresa de todas!


Acabara por ser quem eu já tinha excluído da lista dos suspeitos. Mas é claro que depressa entendi qual o objectivo da autora e que fizera exactamente o que ela queria que eu, leitora, fizesse, afastando-me assim da verdade. Confesso que isso foi o que mais gostei de toda a história e acabei sentindo-me uma menina de 5 anos a quem tinham dado um presente.


Para quem ainda não leu, aconselho vivamente a lerem O misterioso caso de Styles! ;)

Boas leituras*

1 comentários:

Unknown disse...

Se gostaste desse então vais adorar: "O Assassinato de Roger Ackroyd", "Crime no Expresso Oriente", "As Dez Figuras Negras" e "A Casa Torta" - são os melhores da Rainha do Crime (na minha opinião)! :)

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