24 abril 2015

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Desafio literário 2015 - O Retrato de Rose Madder (Opinião)

Ao fim de catorze anos de um casamento terrível, Rose Daniels resolve fugir de casa. Decidida a refugiar-se num lugar onde o marido não a encontre, parte para uma cidade estranha onde pensa construir uma nova vida. O terror, porém, nunca a abandona: Norman Daniels é um competente investigador, habituado a descobrir pessoas nos mais remotos locais; além disso, a sua obsessão por Rose torna-o um homem quase mítico na sua monstruosidade. Para poder escapaz, Rose Daniels terá de pactuar com esse mito e transformar-se numa mulher que nunca imaginou ser: Rose Madder.

OPINIÃO

Stephen King é conhecido pela capacidade que tem em envolver o leitor nas suas tramas e, por isso, achei que estava na altura de experimentar a escrita deste senhor. Devo dizer que não fiquei desapontada. 
Nesta obra, ficamos a conhecer Rose Daniels que, após 14 anos de sofrimento e violência doméstica, decide fugir de casa e da sua luta para se salvar do marido. Norman Daniels é um polícia experiente e também psicopata, que não descansará enquanto não encontrar a esposa e a fizer pagar pela sua ousadia. 
Entre o ponto de vista de Rose e o ponto de vista de Norman, vamos nos embrenhando neste jogo de gato e rato, sem sequer nos apercebermos disso. A escrita de Stephen King é fluída e corriqueira, sem, no entanto, cair na vulgaridade. O autor consegue, de modo brilhante, entrar na mente de um homem demente e, de alguma forma, justificar as atitudes deste, o que não significa que não nos arrepiemos e condenemos as suas ideias. 
Gostei bastante da forma como todas as personagens parecem reais e ainda o contraste e a importância que cada uma delas tem. Por exemplo, Rose é descrita como uma mulher frágil mas ainda assim de espírito forte; Norman é "comparado" ao personagem de Hitchcock, do filme Psycho, Norman Bates; e Bill, o homem que se cruza no caminho de Rose, é visto pelas suas atitudes como um ser sincero e alguém em quem se pode confiar, um homem às direitas (como se costuma dizer). 
Porém, existe um aspecto que não gostei tanto e que me deixou um pouco desconectada ao longo da história: o ar sobrenatural que é dado pelo retrato, que Rose encontra. Apesar de ser óbvio e muito inteligente a metáfora que se encontra no quadro (a salvação de Rose), houve momentos em que parecia que estava a ler dois tipos de histórias diferentes no mesmo livro. O que, de certo modo, me surpreendeu porque eu sou fã da leitura do tipo sobrenatural.
Em suma, O Retrato de Rose Madder é uma leitura envolvente, uma lufada de ar fresco e que me convenceu quanto a este escritor. Irei, com certeza, passar a ler mais obras de Stephen King.

Quanto ao desafio literário 2015, irei incluir este livro no tópico:

5. Um livro com mais de 500 páginas 

1 comentários:

Unknown disse...

É um livro sem duvidas bem curioso que poderei ler, irei coloca na minha lista, gosto de um ar sobrenatural mas é um livro que precisa ter estomago forte por ser um assunto meio pesado que o livro aborda.

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