17 fevereiro 2013

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The Wayward Muse - Opinião

"I apologize again for my boldness, but I must tell you that you're the most beautiful girl in Oxford. Maybe in all of England. I have to put you in my painting." 
With these words, the scandalous, wildly talented painter Dante Gabriel Rossetti changes seventeen-year-old Jane Burden's life forever. Jane's gaunt, awkward figure and grave expression have cemented her reputation as the ugliest girl in Oxford. Raised by a stableman on Holywell Street -- the town's most sordid and despicable slum -- Jane is nearly resigned to marry in-kind. But when she meets Rossetti at the theater, he sees beyond her worn, ill-fitting dress and unruly hair and is stirred by her unconventional beauty. The charismatic painter whisks Jane into Oxford's exclusive art scene as his muse, and during the long and intimate hours of modeling -- draping and tilting, gazing and posing -- Jane finds herself falling in love.
When Rossetti abruptly leaves Oxford with no plans to return, brokenhearted Jane settles for a stable, if passionless, marriage to his soft-spoken protégé, William Morris -- the man who would go on to become the father of the British Arts and Crafts Movement. Jane resigns herself to life as a respectable wife and mother, exchanging the slop bucket for intricate needlepoint, willing away the memories of Rossetti and what could have been.
But Rossetti and Jane are inextricably bound together by tragedy, art, and desire, and no amount of time or distance can separate them. Ultimately this complicated arrangement with which Jane, Morris, and Rossetti must learn to live threatens to undo them all. Richly textured and deftly portrayed, Elizabeth Hickey's latest is a compelling portrait of the ever-changing notions of both love and beauty. 


Este é o segundo livro que eu leio em inglês. Não tinha grandes expectativas, mas estava na expectativa de ser surpreendida por uma história de época e arrebatadora. Confuso? Um pouco. xD
The Wayward Muse é um livro sobre artistas e musas. Jane Burden é uma jovem pobre, com uma família que pouco se importa com os seus desejos, e é considerada, pela própria mãe, como uma das mulheres mais feias de Oxford. Um dia, numa ida ao teatro, Jane conhece Rossetti, um artista famoso de Londres. Rossetti apaixona-se pela beleza de Jane e pede-a para posar para ele. É assim que Jane Burden vê a sua vida virada do avesso. De a mulher mais feia de Oxford, torna-se a mulher mais bela de Inglaterra. Rossetti fá-la a sua musa e apresenta-a ao Movimento Pré-Rafaelista, do qual faz parte. Jane começa a passar muito tempo com Rossetti e ambos acabam por se apaixonar.
Mas é então que, do dia para a noite, o jovem artista desaparece de Oxford deixando Jane para trás. Sem não saber bem o que fazer, esta acaba por se aproximar de Morris, um aprendiz de Rossetti, que tinha um fraquinho pela musa do mestre, e os dois casam-se. Não gostando verdadeiramente dele como gostava de Rossetti, Jane vai aprendendo a amar o marido e a ser a esposa de um artista. Tudo parece começar a encaixar-se até que Rossetti reaparece na vida do jovem casal. Jane vê-se invadida por vários sentimentos: os sentimentos que ainda tem por Rossetti e os sentimentos que tem pelo marido. Rossetti dá-lhe a impressão de ainda a amar e querer que ela traia o marido. Jane fica sem saber o que fazer: será que conseguirá fugir à tentação?
Foi nesta parte da história que eu fiquei. Tal como eu disse anteriormente, eu não tinha expectativas mas, no mínimo, esperava que a história fosse cativante. A autora começa bem a obra, contando-nos como é o dia-a-dia de Jane, a miséria em que vive, as aspirações que tem, o tipo de família que tem, etc. E é com prazer que vemos essa vida mudar para algo mais interessante: o núcleo do Movimento Pré-Rafaelista. Do nada, Jane vê-se rodeada de artistas com características diferentes, com vidas mais emocionantes do que a sua. E, claro, o amor entra em acção e brinda-nos com a sua presença. Então porque motivo eu não achei a história cativante? Porque o livro começa de forma agitada, interessante e, no momento em que Rossetti desaparece de Oxford, a acção vai com ele e passamos a ler uma história aborrecida, parada no tempo e prolongada por capítulos e capítulos. 
Dei várias oportunidades à obra, até que cansei-me por completo e fui obrigada a dizer a mim mesma "Pára! Chega! Esta história já deu o que tinha a dar!". Acabei por ficar a meio da obra e senti um grande alívio quando a coloquei na prateleira. 
No entanto, há algo que achei extremamente interessante e, de certa forma, creepy. Por diversão, fiz uma pesquisa no Google com os nomes dos personagens do livro: Dante Gabriel Rossetti, Jane Burden, William Morris, etc e acabei por descobrir que todas estas "personagens" existiram mesmo. Rossetti foi um pintor pré-rafaelista com vários quadros conhecidos; William Morris um artista em ascensão, que começou como um aprendiz de Rossetti; e Jane Burden, o ícone do Movimento Pré-Rafaelista (que, a propósito, existiu também). Na vida real, Jane casou-se com Morris e a beleza da jovem serviu para vários quadros importantes associados ao movimento. Se Jane teve ou não algo com Rossetti, isso não sei mas a sensação que me deu, foi que a autora decidiu pegar em pessoas reais, em factos reais e criar uma história com elas. Confesso que, em certos momentos, senti que estava a ler uma biografia misturada com fantasia. Não é possível dizer onde a fantasia termina e a realidade começa!
Enfim, The Wayward Muse foi uma perda de tempo (a não ser pelo facto de ter servido para treinar o inglês) e estou contente por tê-lo arrumado. Agora é começar uma nova aventura! :)

Boas leituras*

p.s. No entanto, para quem estiver interessado, existe uma série britânica, baseada no Movimento Pré-Rafaelista, chamado Desperate Romantics.

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