13 abril 2014

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Vamos às pipocas #3

O falecido jornalista britânico, Joe Strombel, cuja morte os colegas ainda choram, mantém-se empenhado em seguir uma pista sobre a identidade de “O assassino da Carta de Tarot”, que está à solta em Londres. Mas, na sua actual condição, como consegue ele prosseguir com a sua investigação? Através de Sondra Pransky, que está bem viva. Sondra é uma estudante norte-americana, que está de visita a uns amigos em Londres. Durante um espectáculo de Sid Waterman, um ilusionista americano, Sondra entra em choque quando se apercebe que conseue ver e ouvir Joe. Do além, Joe fornece-lhe o maior furo da sua vida e incentiva-a a segui-lo. Sondra começa imediatamente a perseguir esta grande história recrutando a ajuda do relutante Sid (também conhecido como Speldini). Esta perseguição atira-a para o perfeito Peter Lyma, aristocrata britânico, e Sondra depressa descobre que a paixão da sua vida poderá bem ser o perigoso furo que ela tanto procura.



Nunca vi muitos filmes de Woody Allen mas, após ter a oportunidade de ver este na televisão, decidi aproveitar. Não me arrependo apesar de compreender porque motivo não teve uma grande crítica.
Em Scoop, toda a história e o que nela vai ocorrendo não podia ser mais inacreditável. Do início até ao fim vemos uma atordoada Sondra e um electrizante Sid a elaborarem as teorias mais incríveis que se possa imaginar e a cair em alhadas estúpidas e hilariantes a fim de tentar desvendar o autor de uma série de crimes.
Para começar, temos um jornalista que morreu e nem no Purgatório ele deixa de trabalhar. Temos uma norte-americana em Londres, aspirante a jornalista, que não sabe por onde começar a sua investigação e como resolver todo aquele enigma sem colocar a sua vida sentimental de lado. E um mágico, que parece ter engolido pilhas Duracell e constantemente à beira de uma síncope. Só aqui já temos personagens fantásticos e divertidos para criar uma história mirabolante. Esta deve ter sido o que passou pela cabeça de Woody Allen quando a criou. A história é deliciosa, cheia de voltas e reviravoltas devido a todas as alhadas em que Sondra e Sid se colocam. 
Gostei das prestações de Scarlett Johanson e do electrizante Woody Allen nos respectivos papéis. O que provavelmente não foi muito bem escolhido foi o actor para interpretar o jovem e bonito aristocrata inglês. Eu adoro o actor Hugh Jackman (sou fã dele desde que me lembro) mas confesso que ele não esteve à altura do papel, na medida em que não soube dar vida ao britânico que (não) existe nele (se é que me faço entender). A falha existe especialmente no sotaque, que, apesar de não parecer, faz diferença.
No entanto, e à parte de isto tudo, adorei o filme, rindo-me especialmente com o final dado à história, o qual achei brilhante. Pode não ser o melhor trabalho feito por Woody Allen mas acho que é ainda assim um filme interessante. 


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