17 junho 2014

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Os contadores de fábulas

Esopo terá nascido no final do século VII a.C. ou no início do século VI a.C. Não se sabe onde nasceu, apenas que morreu em Delfos, tendo sido injustamente executado.
As fábulas de Esopo e outras possivelmente atribuídas a ele, foram reunidas pela primeira vez por Demétrio de Faleros, no início do século III a.C.
Esopo foi um escritor da Grécia Antiga, a quem foi atribuído a paternidade da fábula como género literário. Os seus contos foram espalhados pela tradição oral. Em muitos dos seus escritos, os animais falam e têm características humanas. As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta, que são exemplificadas pela acção dos animais.
A intenção das suas fábulas era mostrar como os humanos podiam agir para o bem ou par ao mal.
As fábulas de Esopo serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos séculos, tais como, por exemplo, Fedro e La Fontaine.


Jean de La Fontaine nasceu em 1621. Filho de um inspector, sempre teve um interesse pela literatura. A desejo do seu pai, casou-se com Marie Héricart. Apesar de nunca terem sido felizes, tiveram um filho – Charles.
Em 1652, tornou-se inspector como o pai mas, passado alguns anos, colocou-se ao serviço do Ministro das Finanças Nicolas Fouquet, a quem dedicou uma colectânea de poemas.
Escreveu o romance “Os amores de Psique e Cúpido” e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Com a queda do Ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d’Orleans.
Em 1668, foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado Fábulas Escolhidas. La Fontaine dedicou o livro ao filho do rei Luís XIV. As fábulas consistiam em história de animais contendo uma moral. Eram escritas em linguagem simples e atraente, e por isso conquistaram imediatamente os seus leitores. Em 1683, La Fontaine tornou-se membro da Academia Francesa. Foram várias as edições publicadas em vida do autor.
Em 1684, foi nomeado para a Academia Francesa de Letras. Em 1692, La Fontaine, já doente, converteu-se ao catolicismo. A última edição das suas fábulas foi publicada em 1693.
La Fontaine foi poeta e tentou ser teólogo, para além de ser fabulista.  É considerado o pai da fábula moderna.
La Fontaine encontra-se sepultado no cemitério Père-Lachaise, em Paris, ao lado do dramaturgo Molière.  

É uma pintura em que podemos encontrar o nosso próprio retrato.
(sobre a natureza da fábula)

1 comentários:

Anónimo disse...

muito bom!!! me ajudou muito!!!

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