Vergílio António
Ferreira foi um escritor português, que nasceu em 1916. Aos 12 anos, após uma
peregrinação a Lourdes, decidiu entrar no seminário do Fundão, que frequentou
durante seis anos. Em 1936, deixou o seminário e terminou o Curso Liceal no
Liceu da Guarda. Entrou para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e,
em 1939, escreveu o seu primeiro romance – O caminho fica longe.
Em 1940, licenciou-se em
Filologia Clássica e, em 1942, concluiu o Estágio no Liceu D. João III, em
Coimbra. Começou a leccionar em Faro, publicou o ensaio “Teria Camões lido
Platão?” e escreveu “Onde tudo foi morrendo”.
Em 1944, passou a
leccionar no Liceu de Bragança, publicou “Onde tudo foi morrendo”. Em 1946,
publicou “Vagão J” e casou-se com Regina Kasprzykowsky, uma professora polaca
que se encontrava refugiada em Portugal da guerra. Passou pelo liceu de
Gouveia, onde escreveu o mundialmente famoso romance Manhã Submersa, e fixou-se
como docente no Liceu Camões, onde leccionou até ao fim da carreira.
Em 1980, foi adaptado
para o cinema o romance Manhã Submersa e Vergílio interpretou um dos papéis
principais – o Reitor do Seminário. Em 1992, foi eleito para a Academia das
Ciências de Lisboa e, no mesmo ano, recebeu o Prémio Camões, o mais importante
prémio literário dos países de língua portuguesa.
Apesar de se ter formado
professor, foi como escritor que se distinguiu. A sua vasta obra, geralmente
dividida em ficção, ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos
literários: o Neorrealismo e o Existencialismo.
Vergílio Ferreira morreu
em 1996, em Lisboa.








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