03 junho 2014

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"Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro..."

Vergílio António Ferreira foi um escritor português, que nasceu em 1916. Aos 12 anos, após uma peregrinação a Lourdes, decidiu entrar no seminário do Fundão, que frequentou durante seis anos. Em 1936, deixou o seminário e terminou o Curso Liceal no Liceu da Guarda. Entrou para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e, em 1939, escreveu o seu primeiro romance – O caminho fica longe.
Em 1940, licenciou-se em Filologia Clássica e, em 1942, concluiu o Estágio no Liceu D. João III, em Coimbra. Começou a leccionar em Faro, publicou o ensaio “Teria Camões lido Platão?” e escreveu “Onde tudo foi morrendo”.
Em 1944, passou a leccionar no Liceu de Bragança, publicou “Onde tudo foi morrendo”. Em 1946, publicou “Vagão J” e casou-se com Regina Kasprzykowsky, uma professora polaca que se encontrava refugiada em Portugal da guerra. Passou pelo liceu de Gouveia, onde escreveu o mundialmente famoso romance Manhã Submersa, e fixou-se como docente no Liceu Camões, onde leccionou até ao fim da carreira.
Em 1980, foi adaptado para o cinema o romance Manhã Submersa e Vergílio interpretou um dos papéis principais – o Reitor do Seminário. Em 1992, foi eleito para a Academia das Ciências de Lisboa e, no mesmo ano, recebeu o Prémio Camões, o mais importante prémio literário dos países de língua portuguesa.
Apesar de se ter formado professor, foi como escritor que se distinguiu. A sua vasta obra, geralmente dividida em ficção, ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos literários: o Neorrealismo e o Existencialismo.
Vergílio Ferreira morreu em 1996, em Lisboa. 

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