Mr. Shaitana é famoso pela extravagância das festas que promove, bem como pelo subtil e incómodo temor que inspira a todos os que o rodeiam. Razões suficientes para instilar as maiores reservas ao recatado Hercule Poirot. Mas quando Shaitana revela ao detective considerar o assassínio como uma forma de arte, e seguidamente o convida para jantar, Poirot não resiste e aceita o convite, curioso que está acerca da misteriosa "colecção" do seu anfitrião. Fazendo jus à fama que o rodeia, Shaitana consegue que a festa supere todas as expectativas. De facto, o que começa por ser uma absorvente noite de bridge vem a transformar-se num jogo de vida ou morte.
OPINIÃO
Eis mais um maravilhoso livro da rainha do crime.
Cartas na mesa pode não ser o livro mais brilhante de Agatha Christie mas ainda assim faz-nos dar voltas à cabeça sobre o assassino.
A obra começa com uma nota da autora, onde o leitor fica a saber que os suspeitos serão quatro e que a única forma de descobrir o verdadeiro assassino, é através da dedução psicológica bem como ainda nos informa que este é um dos casos favoritos de Poirot. Portanto, quando se inicia a história, já se vai com uma ideia do que se irá encontrar e de como lidar com o caso.
Este é aparentemente simples. Mr. Shaitana, um homem de alma tortuosa, decide convidar M. Poirot e mais sete pessoas para jantar em sua casa. O que parece ser uma noite tranquila a jogar bridge, acaba no assassinato do próprio anfitrião. Os suspeitos são quatro e quatro serão os detectives, todos com personalidades e métodos diferentes. Ao longo da investigação, o caso torna-se confuso quando se vai descobrindo que qualquer um dos suspeitos, ainda que aparentemente tenha um passado imaculado, seria capaz de ter cometido o crime. Como sempre, Christie tenta-nos levar numa determinada direcção, só para então descobrirmos o quanto estávamos errados.
Ao contrário do que me aconteceu com livros anteriormente lidos, apercebi-me a tempo da intenção da autora. A princípio pensei que talvez fosse uma determinada personagem mas com o passar do tempo percebi que era exactamente isso que Agatha Christie queria e, por isso, estava a ir na direcção errada. No final, foi uma questão de eliminação e, quando Hercule Poirot anunciou o culpado, já eu tinha quase (porque com a rainha do crime nunca se sabe) a certeza de quem este era. No entanto, adorei a "ginástica" mental que foi necessário fazer para desvendar todo o caso e a forma como Christie o descreveu.
Também achei engraçado o facto de ter mencionado a personagem Sherlock Holmes mais do que uma vez, o que mostra a importância deste no mundo policial e cultural. Para além disso, tal como em muitas outras obras policiais, Agatha Christie mostra os seus conhecimentos de medicina bem como de expedições feitas ao estrangeiro. Refere ainda alguns métodos muito usados na época: a estenografia e a dactilografia. Tudo isto com muito humor inglês. Chamo ainda atenção para o facto da personagem Mrs. Oliver, a excêntrica escritora de policiais. Pergunto-me se esta deliciosa personagem não terá um pouco da própria Christie...
Em conclusão, Cartas na mesa não é dos melhores livros mas ainda assim consegue ser interessante. :)
Para terminar, irei incluir este livro no desafio literário 2015, no tópico:
8. Um livro escrito por uma mulher
A obra começa com uma nota da autora, onde o leitor fica a saber que os suspeitos serão quatro e que a única forma de descobrir o verdadeiro assassino, é através da dedução psicológica bem como ainda nos informa que este é um dos casos favoritos de Poirot. Portanto, quando se inicia a história, já se vai com uma ideia do que se irá encontrar e de como lidar com o caso.
Este é aparentemente simples. Mr. Shaitana, um homem de alma tortuosa, decide convidar M. Poirot e mais sete pessoas para jantar em sua casa. O que parece ser uma noite tranquila a jogar bridge, acaba no assassinato do próprio anfitrião. Os suspeitos são quatro e quatro serão os detectives, todos com personalidades e métodos diferentes. Ao longo da investigação, o caso torna-se confuso quando se vai descobrindo que qualquer um dos suspeitos, ainda que aparentemente tenha um passado imaculado, seria capaz de ter cometido o crime. Como sempre, Christie tenta-nos levar numa determinada direcção, só para então descobrirmos o quanto estávamos errados.
Ao contrário do que me aconteceu com livros anteriormente lidos, apercebi-me a tempo da intenção da autora. A princípio pensei que talvez fosse uma determinada personagem mas com o passar do tempo percebi que era exactamente isso que Agatha Christie queria e, por isso, estava a ir na direcção errada. No final, foi uma questão de eliminação e, quando Hercule Poirot anunciou o culpado, já eu tinha quase (
Também achei engraçado o facto de ter mencionado a personagem Sherlock Holmes mais do que uma vez, o que mostra a importância deste no mundo policial e cultural. Para além disso, tal como em muitas outras obras policiais, Agatha Christie mostra os seus conhecimentos de medicina bem como de expedições feitas ao estrangeiro. Refere ainda alguns métodos muito usados na época: a estenografia e a dactilografia. Tudo isto com muito humor inglês. Chamo ainda atenção para o facto da personagem Mrs. Oliver, a excêntrica escritora de policiais. Pergunto-me se esta deliciosa personagem não terá um pouco da própria Christie...
Em conclusão, Cartas na mesa não é dos melhores livros mas ainda assim consegue ser interessante. :)
Para terminar, irei incluir este livro no desafio literário 2015, no tópico:
8. Um livro escrito por uma mulher








2 comentários:
eu estou a ler este livro por tua recomendação e estou a adorar, ainda não tenho nenhum suspeito em mente mas em breve provavelmente terei, a autora escreve muito bem, quando acabar de ler este livro falaremos melhor.
Sim, fica combinado Filipe. Espero pela tua opinião ;) Boas leituras!*
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