06 maio 2014

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Vamos às pipocas... #6

Hoje trago dois filmes franceses.

No mundo convencional dos ursos, é mal visto estabelecer amizade com um rato. Mas Ernest é um urso diferente, palhaço e músico, que acolhe a pequena Celestine, uma órfã que se sente sozinha no mundo subterrâneo dos roedores. Estes dois solitários vão reconfortar-se e apoiar-se, e confrontar a ordem estabelecida…

A história começa com a ratinha Celestine e o seu encontro com Ernest, o urso. Desde pequena que Celestine escuta dizer que os ursos são perigosos e gostam de comer ratos.
No entanto, esta inteligente ratinha, considera que são apenas histórias. Quando um dia conhece Ernest, a sua vida muda. Aos poucos e poucos, uma amizade começa a nascer entre os dois, apesar de não se aperceberem disso. Mesmo tendo todos contra si, tanto Celestine como Ernest se recusam a afastar um do outro, o que acabará por ensinar uma bela lição à comunidade dos ursos e dos ratos.
Ernest et Celestine é um filme maravilhoso, baseado em vários livros infantis com o mesmo nome. Foi indicado para vários festivais de cinema. Com um argumento simples, esta história francesa fala-nos na amizade, na tolerância e em sermos todos diferentes. Com desenhos em aguarela daqueles que lembram os livros infantis antigos, vamos entrando no mundo subterrâneo de Celestine e descobrindo as aspirações desta jovem ratinha bem como a fragilidade e solidão de Ernest. Não há muito mais que eu possa dizer sobre esta bela história, sem acabar por dar spoilers, a não ser que aconselho a todos que vejam este filme. :)


Paris, 1910. Uma terrível criatura espalha o pânico pela Cidade Luz. Emile, um projecionista sedutor, e o seu amigo Raoul decidem partir para a caça ao monstro. Fazem-se ao caminho e acabam por perceber que a criatura que assusta a população é, afinal, uma pulga gigante e peluda, de coração puro e voz extraordinária, Francoeur, de quem se tornam amigos. Agora, para poderem salvar a pulga das garras de Maynott, o implacável chefe da polícia que quer capturar o “monstro”, vão juntar os seus esforços aos de Lucille, uma bela cantora de cabaré, um cientista alienado e o seu macaco inteligente mas de péssimo feitio. Mas conseguirão eles salvar Francoeur das más intenções de quem lhe quer mal?

Para começar, deixem-me dizer que esta sinopse não podia estar mais errada. A história é um pouco diferente do que se encontra lá escrito. Logo no início do filme Un Monstre à Paris é-nos dado a conhecer Emile, um trabalhador num cinema de Paris, e o seu amigo fanfarrão, Raoul. Raoul faz entregas e numa dessas entregas, que ocorre na casa de um cientista meio maluco, Raoul e Emile acabam por mexer no que estava quieto e por soltar um monstro em Paris. Apesar de não se aperceberem disso a principio, rapidamente descobrem que a culpa é sua. Nessa altura, Lucille, uma cantora de cabaré e amiga de infância de Raoul, já se deparou com o monstro e o acolheu, mostrando tanto a Emile como a Raoul que este não é assim tão mau quanto os jornais e a polícia quer parecer. Agora terão de fazer de tudo para proteger Francoeur, nome dado à criatura por Lucille, se não o querem ver morto.
Não sei bem explicar porque motivo decidi ver este filme. A verdade é que já tinha ouvido falar dele mas nem sequer sabia que era francês ou do que se tratava. No entanto, não me arrependo. Toda a história é absolutamente improvável e surreal mas, ainda assim, engraçada. A banda sonora é fantástica e, apesar de o filme não ser longo, toda a história flui fazendo com que nos esqueçamos do tempo. Adorei (embora não seja fã dos filmes franceses) e aconselho a quem ainda não o viu. ;)
Deixo-vos com uma das músicas que eu mais adorei da banda sonora d’ Un monstre à Paris’

Música: 'La Seine'
Interpretes: Vanessa Paradis e M

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