Seis meses. Seis romances. Seis membros. O Clube de Leitura
de Jane Austen eleva a leitura dos grandes clássicos a um novo nível de paixão
nesta comédia romântica com um elenco excepcional. Quando cinco mulheres e um homem
se juntam para debater os tão apreciados romances da conceituada escritora
inglesa, concluem que os problemas de Emma, Mr. Darcy e das irmãs Bennett não
são assim tão diferentes dos seus. Encontrando conforto, graça e sabedoria nas
páginas e uns nos outros, descobrem que, nas dúvidas amorosas, tudo o que
precisam de perguntar é: O que faria Jane?
O Clube de Leitura de Jane Austen é um filme que todos os
amantes de livros deveriam ver. Baseado no romance de Karen Joy Fowler,
conta-nos a história de seis pessoas, todas elas com os seus problemas pessoais
mas que têm algo em comum: o amor pelas obras de Austen.
Com o objectivo de ajudar Jocelyn e Sylvia a ultrapassar a
dor, Bernardette decide criar um clube de leitura, onde serão discutidos seis
livros de Jane Austen e onde cada membro estará responsável pela discussão de
uma obra em particular. Bernardette junta assim as várias personagens que irão
deliciar-nos com os enredos das suas vidas: Sylvia, que se encontra a meio de
um divórcio; Allegra (filha de Sylvia), que vive a vida intensamente; Prudie,
que não sabe o que fazer em relação ao seu casamento; Jocelyn, que perdeu
recentemente um cão e que encontra em Grigg uma oportunidade de juntar este com
a melhor amiga; e Grigg, um geek de ficção científica que se interessa por
Jocelyn e se junta ao clube de leitura como forma de se aproximar dela. É
através deste clube de leitura e dos vários debates que este conjunto de
pessoas com temperamentos diferentes, se vai apercebendo que os dilemas por que
passam os personagens das obras de Austen, não são assim tão diferentes dos
seus.
Para quem já leu Jane Austen ou conhece as obras desta
autora inglesa, não é difícil começar a perceber um padrão de comportamento nas
várias personagens com os livros de Austen. Na verdade, achei interessante que
cada elemento do clube representasse um personagem de uma das seis obras de
Jane e que essa mesma obra fosse o livro pelo qual cada membro estava
responsável. Isto é, por exemplo, Jocelyn escolheu Emma e, tal como o personagem principal da obra, tenta empurrar
Grigg para Sylvia, a fim de animar um pouco a melhor amiga; já Allegra acaba
com Sense and Sensibility, obra cujo
um dos personagens principais ama e odeia com facilidade, entregando-se sem
medo ao amor, à aventura e à vida. No entanto, para quem leu Persuasão pode vir a ficar aborrecido com a interpretação que é dada sobre a história dessa obra no filme (eu pelo menos fiquei).
Para além disso, achei divertido ver as reacções de Grigg,
que provavelmente representa o ponto de vista dos homens, em relação aos
clássicos de Jane.
No entanto, apesar de não ser necessário conhecer as obras
para apreciar este filme, não se consegue deixar de sentir a importância que
estas têm na vida de um amante de livros, em especial dos que amam Austen. O que mais gostei foi do filme
mostrar que Jane Austen não é uma escritora só para mulheres. Os homens podem
muito bem ler as suas obras e aprender alguma coisa sobre a inconstância
feminina (ou ficar ainda mais confusos). Adorei tudo: desde a criação de um
clube de leitura, às histórias dos membros do clube terminando na forma subtil
como mostraram que, não importa o ano nem o século em que estejamos, as obras
de Austen continuam actualizadas e apaixonar leitores de todas as idades. Um
filme simplesmente delicioso!
Com mais de 20 anos de idade, Jane Hayes não consegue
encontrar um namorado, porque nenhum homem lhe parece à altura do seu grande
ídolo: Mr. Darcy, personagem criado por Jane Austen no romance Orgulho e
Preconceito. Um dia, ela decide gastar todas as suas economias e voar até ao
Reino Unido, onde existe um resort especializado em acolher as mulheres
apaixonadas pelas histórias de Austen. Lá, ela descobre que o homem dos seus
sonhos pode se tornar uma realidade.
Por ser uma amante de livros e fã de Jane Austen, tenho
ouvido falar bastante deste filme. Apesar de se basear na obra de Shannon Hale
com o mesmo título, eu ainda não li o livro e confesso que não sei se algum dia
irei ler. A verdade é que tenho muitos outros livros na lista, à frente deste e
que considero muito mais interessantes. Por isso, não irei fazer comparações
entre o livro e o filme (apesar de já ter lido que o livro é muito melhor,
pois o filme tem muitas alterações). Mas vamos ao filme…
Jane Hayes é a típica obcecada que, desde a adolescência, só
vê Orgulho e Preconceito e Mr. Darcy à sua volta. A sua casa é uma descrição
perfeita da sua pessoa pois todas as divisões encontram-se ocupadas com coisas
referentes à obra e à época da Regência (altura em que a obra se passa). A sua
vida é apenas isso: fantasias e Mr. Darcy.
Um dia, descobre a existência de Austenland, um resort onde
as fãs de Jane Austen podem tirar uns dias e viver a sua fantasia como no
livro. Jane rapidamente se apercebe que encontrou o lugar ideal para si e, sem
pensar muito, decide gastar tudo o que tem para viajar até lá. No entanto, é
quando lá chega e após alguns dias de lá estar, que se apercebe que nem tudo é
um mar de rosas como sonhava. Por ter pago um pacote básico, Jane quase não tem
direito a nada… do bom. Para além disso, a dona do resort arranja sempre
maneira de denegrir a sua imagem ou, neste caso, a da sua personagem (pois cada
hóspede do resort ganha um nome e, consequentemente, uma personagem com um fim
já destinado). É claro que, a partir do momento em que chega ao resort, Jane
depara-se com várias cenas estupidamente divertidas e com o seu Mr. Darcy. Tudo
se complica quando, cansada do que lhe anda acontecer, Jane decide tomar conta
da sua própria história. E aí as verdadeiras confusões começam!
Desde o momento em que Jane aparece no ecrã, percebemos que
as coisas só poderão correr mal. De tão fanática que é, esquece de viver no
mundo real e disfrutar da sua vida. No entanto, ao longo do tempo em que se
encontra no resort, Jane parece começar acordar do sonho e é aí que sabemos que
ainda existe salvação para ela.
Apesar de eu achar que o filme tem momentos muito estúpidos,
estes até que chegam a ser divertidos. No entanto, houve alguns pormenores que
reparei durante o filme e que, por serem tão improváveis e um erro do
realizador (acho eu), esses sim fizeram-me rir a bom rir. Por exemplo, para um
resort onde é proibido ter o que quer que seja posterior a 1800, ver três
mulheres a costurar e a fazer as decorações de chapéus antigos usando uma
pistola de cola quente, é sempre engraçado!
Por fim, por mais actores que interpretem a personagem de
Mr. Darcy, para mim só existirá um: Matthew MacFadyen (as amantes de Colin Firth que me desculpem!). Mesmo assim, tenho de
admitir que J. J. Fields (que também fez de Henry Tilney na adaptação de uma
outra obra de Jane Austen - Northanger Abbey) esteve muito bem no seu
papel, apesar de dar um ar de Mr. Darcy nos tempos modernos. :P
Em suma, Austenland é um filme engraçado que ridiculariza,
de certa forma, a aventura que seria se existisse um lugar como o que é
descrito na película. Apesar de não ficar fã, aconselho. J







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