Um agente secreto ao serviço de Sua Majestade, sedutor e sofisticado, perigoso e atractivo, encarrega-se de uma das missões mais complicadas da sua carreira: neutralizar uma rede russa de espionagem e sabotagem. Para conseguir este difícil objectivo, terá de se introduzir numa partida de bacará no mítico Casino Royale e vencer o terrível Le Chiffre. O agente responde pelo nome de código 007 e tem licença para matar. Chama-se Bond... James Bond. Com Casino Royale, Ian Fleming deu vida a James Bond, o agente secreto por excelência.
Em Casino Royale, somos apresentados a James Bond, o agente 007, pela primeira vez. A história começa já com Bond na sua missão e depois voltamos um pouco atrás na trama, onde ficamos a saber como é que esta lhe foi atribuída. Depois, seguimos juntamente com o agente secreto na sua demanda. Esta é aparentemente simples: derrotar Le Chiffre num jogo de cartas. Mathis e Vesper são os seus contactos, não agradando por completo a
Bond. A missão decorre com algumas complicações, que se acabam por se resolver. Ou assim pensa James, que aprende duramente uma lição: não confiar em ninguém.
Não posso dizer que detestei o livro pois estaria a mentir. Gostei da obra mas não me satisfez como eu esperava.
Em Casino Royale, conhecemos Bond mas também a primeira Bond Girl: Vesper Lynd. Com a sua introdução, entre outros aspectos, vamos percebendo a personalidade de James e o seu lado machista. Lynd foi uma personagem que me desapontou. A forma como é descrita inicialmente em nada se compara com o que nos é revelado ao longo da história, parecendo duas pessoas diferentes. Achei uma personagem muito forçada. A sua relação com Bond não me convenceu, porém entende-se o porquê do estatuto de primeira Bond Girl, visto ter sido a única que o conseguiu "cegar" por completo.
Ao contrário do que os filmes do famoso agente nos habituaram, aqui não existem aparelhos "futuristas". Apenas carros normais e armas "vulgares".
Tenho de referir ainda o quanto algumas cenas chegam a ser patéticas como, por exemplo, a forma como Vesper é amarrada que nem uma galinha no momento em que é raptada. Cenas destas caem automaticamente no ridículo, quebrando a acção e a concentração do leitor na cena dramática que está acontecer.
Também a forma como o livro termina abruptamente, não me agradou muito mas é compreensível que assim seja.
Em conclusão, é uma obra com muitos pormenores, podendo tornar às vezes a leitura cansativa, e com certos momentos interessantes e inteligentes, onde se nota que o autor sabia do que estava a falar. Foi uma experiência curiosa mas que não voltarei a repetir.
Irei inserir este livro no desafio literário 2015, no tópico:
4. Um livro publicado à mais de 10 anos








2 comentários:
Gostei da maneira como descreveste o livro, principalmente esta parte "Vesper é amarrada que nem uma galinha no momento em que é raptada", ao leres isso durante uma parte dramática, só vais ficar "oi? que raios de expressão!" e quebra-se a concentração como mencionaste bem!
Parece que o filme ganha à história do livro facilmente nesse caso, nunca vi o filme, mas já ouvi falar muito bem, mas também não deve ser difícil, visto no livro ter cenas estranhas e não apropriadas e acabar o livro assim de repente, pode ser compreensível, mas não deve ser feito, supostamente.
Gostei de ler a tua opinião!
Foi exactamente assim que fiquei Filipe, quando li essa parte da história.
Eu também tenho de concordar contigo quando dizes que o filme ganha ao livro mas, no fundo, são duas coisas diferentes. E pelo menos, lá ninguém é amarrado como uma galinha. xD
Obrigada pelo comentário Filipe! ^^
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