18 março 2015

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Desafio literário 2015 - História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar (Opinião)

Livro recomendado no programa de português do 7º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade I.

Esta é a história de Zorbas, uma gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.

Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota...

Com a graça de uma fábula e a força de uma parábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético. 


OPINIÃO

Da primeira vez que vi este livro, apaixonei-me. Não sabia do que se tratava mas ainda assim decidi comprá-lo quando tive oportunidade disso numa daquelas feirinhas que são feitas ao longo do Verão.
O título é um bom resumo do que se trata esta história. Era uma vez um gato chamado Zorbas, que não fazia mais nada senão ter uma vida de gato. Um dia, uma gaivota moribunda entrega-lhe o seu precioso ovo e fá-lo prometer que não o irá comer, que cuidará dele e que ainda o ensinará a voar.
Sendo um gato honrado, Zorbas decide fazer o que prometeu e pede ajuda aos seus amigos: Coronello, um gato que acredita na disciplina e que gosta de falar italiano; Secretário, o gato que está sempre atirar os miados da boca de Coronello; Sabetudo, o gato das enciclopédias e Barlavento, o gato do mar. Juntos passam a cuidar da gaivotinha e, tal como o título diz, ensinou-a a voar.
Foi a primeira experiência que tive com este autor e gostei bastante. As ilustrações são fabulosas  e resumem muito bem o que vai sendo contado, fazendo com que nos embrenhemos ainda mais a história.
Um livro que nos fala no preço das nossas acções, na bondade e na confiança, na aceitação de quem é diferente e no apreço por sermos nós próprios, e ainda fala sobre a multiculturalidade.
Em suma, um livro delicioso!

Por fim, irei inserir este livro no desafio literário 2015, no tópico:


19. Um livro com menos de 250 páginas 

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